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Como alcançar nossos tão aparentemente inatingíveis objetivos?

Com a ajuda de um grande PNL – Antonio Azevedo, de cujo site retirei este texto acho que consegui entender o que fazer.

A História da Princesinha na Torre

Há muito tempo atrás, uma bela (e inteligente) princesa foi aprisionada em uma alta torre sem portas por uma bruxa malvada. Esta torre só tinha uma pequena janelinha, lá do alto – a bruxa podia entrar e sair com sua vassoura, mas a princesa estava presa – a não ser se quisesse pular e se esborrachar lá embaixo….

Mas ela amava um príncipe – tudo bem, ele era bonito mas não muito inteligente… E este príncipe a procurou, procurou, até chegar à torre. Quedando-se lá embaixo, sem saber como fazer, e como subir para salvar sua amada, o príncipe estava quase se desesperando.

Mas a princesa, do alto da torre, o chamou: – Meu príncipe, traga-me amanhã as seguintes coisas: um carretel de linha de seda para costura, um novelo de barbante, uma corda forte de tenda, uma corda forte de amarrar barco, um favo de mel e um besouro.

O príncipe achou que a sua doce princesa tinha enlouquecido, por ter ficado tanto tempo presa nesta torre. Mas, como tinha se acostumado a obedecer sem pensar (ele não era muito inteligente mas sabia disto, o que é uma forma de sabedoria, ao menos) decidiu trazer tudo o que a princesa pediu.

No dia seguinte, cedinho, verificando primeiro que a bruxa não estava pelas imediações, o príncipe chamou a princesa, que apareceu na janelinha bem lá no alto.

- Trouxe tudo o que pedi? – Disse a princesa.
- Sim, está tudo aqui. Mas para que serve isso?
- Faça o seguinte – explicou a princesa. – Pegue o besouro, amarre em sua cauda o fino fio de linha de costura, e unte suas antenas com um pouco do mel. Depois, coloque-o na parede, bem embaixo da janela, voltado para cima.

O príncipe assim o fez. O besouro, sentindo o cheiro do mel, foi subindo, subindo, cada vez mais, alongando atrás de si o frágil e leve fio de linha. E foi subindo cada vez mais, galgando com suas patinhas a parede, até alcançar a janelinha da princesa.

Mais do que depressa a princesa segurou o pequeno besouro, delicadamente o desamarrou da linha de seda e o soltou em um local agradável na beirada da janela, onde pudesse mordiscar um pouco do saboroso musgo.

Segurando firme o fio de seda, a princesa pediu: – Agora, amarre na ponta deste fio de seda a linha do barbante.

O príncipe assim o fez. Com cuidado, a princesa puxou e puxou, e o delicado fio de seda foi trazendo o barbante até acima, até sua janela.

Segurando o barbante, a princesa pediu agora: – Amarre no barbante agora a corda de tenda.

Feito isso, a princesa puxou e puxou, até ter em mãos a ponta da corda de tenda. E repetiu tudo de novo, até que conseguisse segurar firmemente a corda forte de atracar barcos.

A princesa amarrou esta corda em uma das pilastras de sua prisão aérea e desceu por esta escada de corda para a liberdade, para os braços de seu pouco inteligente mas fiel amado…

E assim fugiram, e a bruxa nunca mais os viu.

Visualizou esta história? O que representa para você os objetos da fuga da princesa? Pense um pouco e volte a ler abaixo.

•    o besouro representa o foco da atenção e da vontade humana, que persiste, incansável, em direção ao seu objetivo. Pode ser fraca em si mesma, mas com o tempo e paciência, alcança o seu objetivo (a janela no alto da torre).

•    o mel é uma imagem do objetivo, estimulante e representativa do que vai se obter no final, e que estimula a vontade a permanecer em ação.

•    o fio de seda é o pensamento, a sutil energia intangível de nossa mente – em si mesma não tem força para fazer os objetivos se realizarem, mas é o fio inicial e, por isto, mais importante, que faz a conexão entre a vontade e o objetivo.

•    o novelo de barbante são as palavras. Elas apoiam e são suportadas pelos pensamentos. Confere mais segurança e força ao caminho em direção ao objetivo mas não são suficientemente fortes para fazer as coisas acontecerem por si sós.  Muitas pessoas falam de um projeto ainda não terminado como “amarrado com barbante”, isto é, cheio de palavras vazias e pouca ação…

•    a corda de tenda: tal como na montagem de uma tenda, esta corda dá resistência e permite que as coisas comecem a se construir no mundo material. A corda de tenda representa nossos comportamentos exteriores, nossas ações. A corda faz com que o que planejamos na dimensão interna de nossa mente comece a produzir resultados exteriores.

•    a corda de barco: o barco representa o caminho definitivo: soltar as amarras do porto e se aventurar seguindo a própria rota. A corda de barco representa o que nos liga aos nossos relacionamentos e imagem pública, o que conseguimos e realizamos, história pessoal e planejamento de vida, para o futuro. É o que nos dá solidez e que permite que os objetivos se transformem em realidade, que o sonho se transforme em uma visão de futuro real, e que a Idéia se transforme em Meta…

Não parece suficiente, para trabalhar de forma objetiva, apenas atuar no nível dos pensamentos e palavras. Pensamentos e palavras são poderosos, mas ainda frágeis como fios de seda e barbante. Precisam servir de fio condutor, e depois complementados com ações e planejamento sólido.

Esta história representa o fato de que, para entender bem o fenômeno do uso de imagens mentais, é importante aceitar que estaremos iniciando um efeito dominó: um nível de energia sutil afeta outro mais denso, que afeta outro e outro cada vez mais objetivo e material, até que se concretize o objetivo. Emoções afetam pensamentos, que afetam palavras, que afetam atitudes e comportamentos, e estes são traduzidos em conseqüências exteriores.

Tudo depende de quais objetivos se deseja realizar. Exercícios de cunho mais metafísico são úteis para objetivos metafísicos. Se alguém está buscando experiências culminantes (peak experiences) tais como Consciência Cósmica ou efeitos parapsicológicos, podem ser excelentes. No entanto, para resultados materiais, como prosperidade ou sucesso no trabalho, em si não são suficientes.

Por isso, quando se fala em visualização e energia, respondo diretamente que práticas espirituais podem ser muito boas, e já me beneficiaram imensamente. No entanto, não os considero como uma forma eficiente de acelerar a realização de objetivos exteriores, e sim uma forma de reforçar estados mentais e atitudes, conferindo mais energia de VONTADE e DETERMINAÇÂO.

 Retirado do site: www.antonioazevedo.com.br

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